08/11/2009

Entre o sopro e a palavra, o silêncio.
O tempo que perturba o instante da escrita é, às vezes, tão longo e repentinamente colocado em meu pensamento, que dos meses de 'ser nada', desse diário só me lembrei ao ser lembrado.
A vida tem, pois, um fluxo muito maior. O que existe é o ato contínuo. O que lhe parece estático é, no entanto, uma espera.
O que das pausas fica é sua interrupção.

(Mais um pomposo prefácio para um mero: tormento)

Dos espetáculos circenses mais aclamados, o que mais me inspira é a própria tenda. E quanto mais rota e puída e rasgada e dilacerada pelo tempo melhor. Meu enigma se dá nas estrelas vistas para além dos furos. Abaixo disto, suor, sangue, risos não suportam a espetacular paixão que explode em meu peito.

Sou um homem sem tempo. Admiro o silêncio e busco nele a síntese de tudo que não pode ser dito (e existe fervorosamente além da escrita).

20/08/2009

O próximo passo é alçar descobertas. E o seguinte também.

É favorável deixar pegadas.

07/08/2009

não, não sou. e não é quem ou porque, mas como.

30/07/2009

Hoje me elegi o homem mais triste de meu coração. Coloquei os suspensórios, o paletó marrom de bom corte recém lavado e o cachecol de lã vermelha para me tornar o mais estúpido morador de minha própria casa. Afinal, hoje sou o mais estúpido dos homens.
Não é que não pude ser forte todo o tempo, mas tive que ser fraco justamente quando o tempo nublado encobria toda a cidade, não apenas a mim, somente. Busquei no meu refúgio-menino o egoísmo que insisti tanto em desaprender. Não é que não a ame, mas às vezes o faço cegamente, de olhos fechados à tudo, às vezes, à própria pessoa, sobre mim mesmo. Idealizo. E esse sentimento exagerado me desensina a cada instante que sob si há motivos de existir. Os mesmos motivos que me fazem existir. Não que simplesmente ame Amanda (mesmo que simplesmente a amo), mas mesmo o sem-sentido, tem sentido de existir.
Admiro sua pessoa. Cada movimento de seu corpo, cada deslocamento de ar por seus gestos, voz, a risada mais-linda-que-já-existiu e a respiração mais-doce, que alcança meu corpo a fazê-lo perceber sensivelmente o mundo. Admiro suas idéias que buscam a felicidade e buscam a minha felicidade de encontro às coisas boas do mundo (a seu encontro). Admiro o espírito jovem que traz luz às trevas de meu pensamento, o espírito alegre de criança que admite buscar no próprio anseio da vida e das coisas o motivo para existir. Admiro o esforço em conduzir a vida diferente das escolhas óbvias e normais, pois concomitam com meu esforço e me estimulam quando tudo parece incidir ao ponto de equilíbrio estático morno. Admiro seu teatro, que é Arte e é a sublime confirmação da existência do homem, que faz de seu corpo instrumento, meio e fim de sua própria humanidade. Admiro seu cheiro, sua pele, seu carinho, o beijo, sua beleza, os olhos, o sorriso, o corpo, a naturalidade. Admiro muito sua naturalidade e espontaneidade, o que faz ser única, original, autêntica. Admiro sua reciprocidade, seu amor seu "Eu te amo", seu respeito, sua perspicácia, sua vontade querência de mim, seu sopro de vida que torna minha vida algo que valha à pena.
Não é tudo. Mas por tudo isso, te amo.
E por te amar estupidamente, hoje sou um infeliz prisioneiro de meus olhos que lêem tudo isso e fazem lembrar meu pensamento confuso o que para meu coração é óbvio. Só era preciso esclarecer. Só era preciso uma noite prensada em agonia entre os dedos para que o anel se lembre como aliança. Porque sempre esteve aqui, mas precisa ser sempre lembrado sobre o verdadeiro sentido de Amor. Do companheirismo.
Para que não fique entendido, mas seja compreendido a cada momento que a tenho comigo.
Estou infeliz, sou um estúpido, admiro você, admiro nosso amor, amo nosso amor, te amo.
Preciso.
Você me faz saber mover no mundo, sem você será só essa noite (de agonia).

29/07/2009

Quando o sentido é deslocado, existe, ao certo, perda e nova constituição, limitadas às bordas da subjetividade, do pensamento, do espírito, do instante. Foi assim, a pouco, com as luzes, a velocidade, todo o espaço contido no vazio, a não rigidez do volante, o ronco do motor, o odor do diesel, o dissonante som da guitarra do dirigível de chumbo. Foi assim no com-sem-sentido do ser-homem que passava à uma da manhã em frente a meu portão, movendo o carrinho-de-mão vazio, existindo somente ali, como meu dominador, como meu amigo, como um relâmpago que amedronta e clareia e desaparece no breu.
"Oba"
"Boa noite"
Nunca mais. E insistiu em ecoar em minha mente.

12/07/2009

Que fiquem de lado os formalismos, acima de tudo isso, o que age sobre mim é uma certa espiritualidade atordoante que me inunda o pensamento. Ou além disso, aprofunda todo o sentimento e embala minha 'realidade' num sonho-acordado, que até ontem era de fato uma surrealidade, uma fantasia. A viagem ao litoral de Pernambuco elucidou todo o sentido contido na palavra Paraíso. E na palavra Êxtase. E na palavra Aliança. E na palavra Futuro. E na palavra Presente. E em muitas outras palavras e também o que não é palavra por não poder ser dito.
É sim estranho como uma viagem pode mudar nossas vidas. Enquanto todas minhas ideias incidiam para, acima de toda exterioridade, uma viagem interna, como mergulho no próprio sentimento, Pernambuco me facilitou uma letargia, que travada no T da ponta da língua do sotaque, me tirou de mim como nunca antes havia acontecido.
Me olhei no espelho, não era eu, eu disse. Mudança, eu disse. Um rosto mais duro, cabelo menos correto, olhos mais firmes e fundos. Um corpo fraco com atos muito mais fortes. Não sou eu depois de estar lá. Não sei se algum dia Sou, parece que tudo se volta para...não sei, a cada dia a certeza dá lugar à transformação como se Eu fosse somente um conceito inventado, como Mundo (porque afinal [se] as coisas pertencem a um Mundo, o que as une? fisicalidade? e o sentimento, não é do mundo? pertence a Eu? e Eu ao Mundo? Eu não existo ao Mundo como o sentimento não é a matéria das mãos, senão para a Arte e a Filosofia?).
Que seja. Pernambuco mudou minha vida como o vento intenso que carregava tudo que lá havia. E mudou porque na ventania só me agarro a Amanda. E mudou porque na simplicidade do Paraíso, semeou ideias (boas!). E mudou porque me firmou ainda mais Nela.
[Será...? Teria Ela gerado Pernambuco? Porque afinal, essa terra, esse Estado, não existiria sem meu Amor. Ela me levou lá como se fosse esse universo fruto de seu próprio ventre de alucinações... foi real? Hum? Não?]
De toda a confusão, só sei que já tenho saudade. E que carrego muito mais emoção pelas coisas. E que Amanda é minha vida. E que se sei lá o que será da vida, sei que Ela estará lá. Seguindo meus passos, me guiando, segurando minha mão, me querendo fazer seguir novos caminhos.
[Aleatórios]

14/05/2009

Meu cú do avesso. Sou.

26/04/2009

Buscar sentido em tudo é reduzir o próprio pensamento. Mastigar o conhecimento. Cuspir os modos. Engolir os sentidos.

Ou sei lá o que e o ócio.

09/04/2009

Convivo com o medo [de envelhecer] como quem tatua nas costas uma banalidade. Não vejo, mal sinto, mas sei que está lá. Sempre estará. 
(Não supero. Assumo. Convivo.)
É um medo inventado.



Tudo vai de encontro. O nada é ocupado.



03:22     Agora durmo? Há pó demais em minha luminária para isso. O acaso me entretem.
03:24



Agora tenho raiva das palavras.
Me tiram o sono, me incomodam a mente, buscam novas palavras. Se encontram, escrevo. Se escrevo, torno a buscar.
Sem fim. Até que a cabeça pese e os calos nos dedos reclamem. E os olhos neguem. Assim.

08/04/2009

A cada ano que passa minha casa fica mais parecida com o que era no ano anterior. É essa conclusão a que chego esta noite.
Minhas roupas continuam as mesmas por anos (quando não encontro perdida alguma peça ainda mais antiga que me caiba), minha barba insiste em não crescer, mantendo sempre grossos e mal cortados os mesmos velhos parcos pêlos e, meu cabelo volta a cair na face, em cachos sujos e mal formados, como fizera já tantas outras vezes. 
O acúmulo de notícias velhas de jornal de meu irmão trariam sempre à tona os acontecimentos, se a pilha de folhas que cresce não fosse enterrada a cada dia por um novo fato que se esquece.
Os entulhos de meu pai e as anotações de minha mãe, ambos professores, insistem em somar-se a cada momento, como se num futuro breve ou distante, ressurgissem para assumir alguma utilidade em nosso pequeno cosmo. Entretanto, parecem iniciar-se em sua cíclica e constante construção de um castelo de não-tijolos, mas, memórias esquecidas.
Assim sigo também. Resguardando tantas inutilidades, estudos e provas de uma educação completamente/ monotonamente normal (não fosse este hábito em si), escondendo de mim mesmo velhas revistas e jogos e brinquedos (!) e bilhetes (enquanto minhas notas de vida e desenhos sofrem do péssimo hábito que mantive: o costume de manter tudo aquilo que me agrada - nada - em descarte do que me descontentava - todo o resto -), multiplicando meu passado em gavetas e armários, enfeitando-o com pó e traças, divertindo o esquecimento com teias de aranha e fezes de ligeiras lagartixas.
Sim. Sofro de um mal de família. Nada aqui é jogado fora. Desdos fios de arame e parafusos e chumbadas-de-roda-de-automóvel encontrados nas ruas, até as quinze garrafas vazias de sucos de uvas de safras varias ou aqueles mesmos horrorosos enfeites de casamento, furtados em meio a ébria comemoração.
Sim, eis em minha cabeça mais uma pertinente motivação a alimentar meu medo de envelhecer. Enquanto deveria assumir minha condição de ser que evolui, ocupo-me em ser minha própria casa (dos mesmos azulejos e os sofás de minha bisavó). Meu desejo inconsciente de manter meu presente, conscientiza-se neste espaço. A estagnação adentra-me pelos olhos, nariz e ouvidos (nos mesmos estalares noturnos dos móveis, tique-taques do mesmo relógio e mesmo zunido da mesma geladeira usada) e faz de mim não um morador, mas simplesmente mais um objeto destinado a conservar-se num mesmo lugar, sobre o pó, nesta morada-museu-lapso temporal onde, com o passar do tempo, tudo se mantém.
Assim, só eu, desentendo e amo meu lugar-eu.

A Amanda, que colocou este fato em meus pensamentos.
A Beckett e o Primeiro Amor: isso! Retire toda a mobília do quarto!
Ao Ócio.


22/03/2009

Meus olhos refletem todo o Louvre.
Possuo o Sol.
Porque só existem cores enquanto houver luz.
Porque só existe o sentimento.
Porque aqui dentro sou só tudo isso.

10/03/2009

Meu caminho se modifica. Construo um novo rumo ao solidificar meus passos em degraus que se erguem ao futuro. Meu presente busca as alturas, como meu corpo, minhas pernas e meus pés. Há, pois, alguém que me acompanha e me faz ver o horizonte do alto. E me faz querer tocar o horizonte. E me faz viver o dia seguinte com a itensidade do hoje. O futuro, as alturas, o horizonte. E ela só.

Antes era apenas eu.

15/02/2009

Atente. A vida reside na simplicidade.

Tudo é.
(e ao levar minha cabeça ao travesseiro, todos os problemas são dizimados. resistem apenas, os sonhos.)


08/02/2009

O som das gotas caindo (nas folhas, nas telhas, nas latas, nas poças) existe em meu ouvido tantas vezes quanto amandas em meu pensamento. Uma tempestade lá fora, uma brisa quente cá dentro.

25/01/2009

Tenho o mundo nas mãos e eu nas mãos dela. Sinto o horizonte tocar meu peito como a linha d'água da piscina, me envolvendo e tornando tudo a meu alcance. Tudo tocando meu corpo, me distraindo, me divertindo! Me sonho-fazendo! Me criança-fazendo! 
É toda ELA em mim e eu NELA!
Assim...

29/12/2008

Escrevo com caneta sem tinta e os dedos machucados. Me faltam letras, os acentos e outros dizeres. Em resumo, o que aqui redijo, vai ao encontro, ao menos ao intento, da mera escrita em si. Do como escrever fazendo menos uso de si. O retorno ao si. Na busca do sentimento condensado em si. No amo-te em si, sem os dizeres.

23/12/2008

Admiro nossas fotos e noto o universo todo na esfera de teus olhos. Não nas imagens - mas em meu prório pensamento (que vê Amanda em TODO lugar).

Consagro teu meu coração. Consagro teu meu futuro. Que o sonho persista, que esses dias durem para sempre...

18/12/2008

amocadapartecomoumtodoamo. de abrupto, logo digo: meu ser se aprofunda no desejo do outro. meu amor se constrói em cada detalhe; se consolida em cada gesto; se monumentaliza diante de teus olhos na mais pura veneração a uma mulher. hoje. amanhã. a (minha) essência.

16/12/2008

É. Inicio minha investigação das palavras além das próprias palavras. Além dos signos e significados. Em busca do sentimento contido. E só ele, por si só, por trás, no entremeio ou na articulação de cada letra. Uma tarefa infortuita, absurda e anacrônica. Talvez dois séculos atrás fizesse algum sentido. Precisa fazer? Como se cada parte de cada frase e cada curva de cada letra grafada fossem representações terrenas de um algo maior (que sinto e sinto necessidade de expressar).
Talvez isto, este blog, viesse mais como um diário de bordo, anotações de um existencialismo sentimental e, minha fonte de pesquisa se tornasse, como muito já se fez e tenho abandonado, o papel, a caneta, a tinta e até mesmo a tela. Preciso de mais luz. Vou pensar.
(E enquanto penso, o puro sentimento de A. domina meu peito, move meus dedos que escrevem. Não! Meus dedos apenas redigem, meus lábios escrevem, sussurrando as palavras, buscando a poesia, como nos beijos. Pois tenho minha fonte de inspiração, tenho nos sussurros, seus lábios e nessa busca mais que meu amor, contido nessas quatro letras, a saber: A-M-O-R.)

14/12/2008

não existe vontade maior que de expor todo esse sentimento que aflora em meu peito assim em ramas e galhos e flores e frutos e abrange todo o espaço que vejo que não-vejo que sinto que pressinto que julgo imortal e é o todo enraizado profundo-profundo-forte-firme-eterno em seu abalo até minha mente que é refém e se mantém acesa em busca da árvore que sou que você venha à minha sombra se deleitar me abraçando dando de ti a atenção sorvendo o néctar e fazendo mais seiva de teu amor e eu crescendo expandindo pros céus e profundo com mais amor até que tudo seja só a-grande-árvore-de-mim contínua infinita! 

só para ti!

(assim, de uma vez só, o que estava plantado em meu peito transpassou os limites de minha carne e todo o entorno é só tua mão de jardineira. cuida de mim, faço pra ti um balanço. e peço a meu amigo vento para que te leve às grandes alturas!)

11/12/2008

já gostou tanto de alguém que teve vontade de gritar? 
com o barulho da chuva no telhado talvez não fosse tão longe, mas meus pulmões e minha garganta, sem dúvida alguma, se estenderiam até você (até que meu interior e o teu se somassem num só) transformando assim, meu grito, assim, numa ode a nosso sentimento! assim, assim...

10/12/2008

Mais uma noite sem sono. Desta vez por um motivo ainda mais nobre. Ela dormia em meus braços! Sua mente, seu corpo, seu sonhos. Minha mente, meu corpo, meus sonhos. Nosso coração. Todos ali, unidos, um só.
Completo-me! E a vida adquire a mais sublime realização.
(e ela ainda estava magnificamente linda. não deixo de repetir.)

08/12/2008

É a felicidade mais intensa que já senti na vida (quando está a meu lado). É a tristeza mais profunda que já senti na vida (quando é ausente). Ou sou completo, ou puro vazio. 
Sou só você.

será que exagero nas palavras? nos gestos? na vontade ininterrupta, persistente e grandiosa de estar contigo o tempo todo? tudo bem, talvez sim. mas estou loucamente apaixonado por você. inquestionavelmente te amando. isso nunca aconteceu comigo. o que faço já foi além de palavras bonitas e bem colocadas, busco minimamente a perfeição que tua imagem alcança diante de meus olhos (e muito mais em meu pensamento). realmente quero ficar muito tempo contigo (não é força de expressão). você me completa, me soma, me constrói. virei um paranóico, um viciado que só aceita Amanda, Amanda, Amanda. Amo-te e preciso de você. Esses dias de só te olhar me agonizam. Preciso da tua mão em meu peito de coração acelerado, dos teus beijos, teu abraço-lugar-mais-confortável-do-mundo, dos teus olhos por onde vejo o universo em ti, do teu sorriso, que é a própria fonte da minha atual existência! não sei o que acontece. sei que te Amo. e quero Amar por muito tempo. você é tudo e só o que preciso. é isso...
Amo-te. beijo. beijo.

E dane-se o universo dos ridículos! Faço parte dele há tempos!

07/12/2008

Quantos dias se passaram? Dez? Dois meses? O ano todo?
- UM? APENAS UM?
Não há mais dúvida. O tempo não segue escala absoluta. É diretamente relacionado à distância. Esta estendida - eu longe de você -, o tempo alonga-se também. Elasticamente. Só esperando nosso reencontro; para retrair-se. E passar a fluir em velocidade infinita!

Bem. E que voe! Pretendo alcançar os cem anos!

05/12/2008

Nada mais importa. É pleno. 
E mesmo que todas as palavras coubessem neste espaço, nada perto chegariam do sentimento. Nada perto chegariam da mão sobre meu peito, sob a qual e pela qual, meu coração bate (desesperadamente)!
Não tocava minhas roupas, minha pele, meus ossos ou o coração. Tinha-o para si. Fazia-o pulsar. Era o próprio. Era todo o sentido. E só ele!
Meu universo se constrói em sua palma. Se dilata em suas veias. Depende de seus dedos!

Dois dias serão uma eternidade, A!

02/12/2008

Mesmo quando não está sorrindo, ela sorri. E eu junto.

01/12/2008

Meu mundo não absorve ruídos. Reflete constelações (algo assim: o que sinto é o pulsar do outro corpo. Celeste).

Inicia-se hoje o melhor dezembro. Que o tempo se dobre, que o espaço se curve (até que caiba, apenas, nós dois).

30/11/2008

Torno-me um idiota que se fecha na própria verdade. Um louco que em seu próprio universo habita suas criações. Torno-me o Cosmos a que tudo pertence, tudo é, limitado na própria plenitude (a verdade em si, o universo em si, todas as criações). Porque simplesmente Amo.

Sei o que vejo, logo ali, tudo que preciso. Eu caminho e ela em minha direção. Logo não haverão dois. Logo não precisarei ver. Ela me liberta, me faz sentir a luz além da própria visão, me faz perceber que tudo que vejo é sua extensão, a continuidade de seu existir. De meu, do nosso. Logo, o Todo caberá aqui dentro e palavras quaisquer serão insuficientes.
(Digo "logo" porque o que sinto já não cabe mais em mim. Não pertence unicamente a mim. Expande-se a cada segundo e sei que haverá um momento, em breve, que fará o sentido pertencer a todas as coisas do mundo. Como uma explosão, em que eu, resumido a ínfimas partes me diluísse no próprio universo. E todo ele em mim.)

29/11/2008

E Ela resumiu em uma frase as mais sublimes palavras. Tirou-me o fôlego, os medos, a resposta. Deu-me um pequeno pedaço de sua perfeição, a consagração, um sentido.
Hoje há muito mais de simplicidade e beleza no mundo.
Amável. Quero tê-la a cada instante. Todo detalhe.
(neste momento a fluência das palavras me é dificultada. Primeiro, porque me abalo, segundo, porque existe o sono que me conduz. Pude admirá-la até o nascer-do-sol e agora, quase ao meio-dia, dou-me conta que meu corpo age apenas em um sentido. Ela.)

27/11/2008

Amantes secretos declarados. Nos sonhos, nas manhãs, nos corpos e nas palavras. 

Em todo pensamento.
Do nascente ao poente e vice-versa.

26/11/2008

Uma noite-sem-fim e sonhos.

É assim algo das coisas muito mais que lindas que ficarão.
É algo assim tudo e só.

25/11/2008

"Perdoe a metáfora pouco polida, mas é espontâneo e cru e sincero. E assim deve ser.
- Você me dá ânsia, sabia?
Mas não uma ânsia ruim. Ao contrário: boa!
É vontade de viver. De perturbar o silêncio conformado da noite de sono, como a pedra atirada faz às águas do lago. De impedir a racional delineação do futuro, que o caos do sonho sugere. De libertar abruptamente as verdades do mundo, que embolam em minhas entranhas, até equilibrar todo o dentro-e-fora desse sentimento! Deixando em todo meu entorno a parte por mim consumida e não absorvida em meu peito, porque transborda de tanta que é!
É uma ânsia sem-fim de existir! É uma ânsia sem-fim de sentir! De fazer haver sentido! (...)"


B.N.

24/11/2008

(não mais vírgulas que a vida não é colagem é continuísmo é o todo) é o livro em branco é a tela em branco é o presente em branco é o sentido todo e por si só hoje me apaixono assim de uma vez só.

21/11/2008

ah, o stress! ah, esse ininterrupto pulsar de consciência quanto ao acúmulo de trabalho!

é tão bom saber que seu fim está logo ali, em poucos dias, que nada tenho a perder, que há muito mais espaço em minha mente para...

26/10/2008

o trapo, o pó e o fim.


(reflexão nº3 sobre a postagem abaixo)

24/10/2008

um salão de tango vazio, uma mulher com batom vermelho, sozinha, em uma mesa com um copo vazio à sua frente.


(reflexão nº2 sobre a postagem abaixo)


22/10/2008

retenho os gostos, os passos, as aflições.


(reflexão nº1 sobre a postagem abaixo - publicada sem razão, de súbito)

21/10/2008

...pois sou o guardanapo, o assoalho de tacos e as baratas desta noite abafada.

30/09/2008

humpf.
ir ao encontro do oceano é ir de encontro ao horizonte pleno. ao infinito. aonde, ali, todas as respostas residem. até as não questionadas. ali, naquela tênue linha. 
no pensamento.
na memória, ir ao encontro do mar é percorrer todo o caminho, todas as histórias. lembrar das idas ao mar é sentir o cheiro do azul e gozar da brisa flop-flop-flop em nossos ouvidos. como algo que volta e sempre-quasempre muda quando voltamos. 
que é sempre novo mar sobre o velho de novas histórias.
assim assim. 
se refaz. disfaz. sobrefaz. confirmafaz. mudafaz. maismelhorafaz.
não sei ao certo.
sei que é lindo. o mar. na cidade. nas idéias. no passado-presente-futuro. no vai-e-vem-vai-e.

28/09/2008

Mies van der Rohe: "menos é mais"

24/09/2008

todoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaçotodoespaçoéoespaço

23/09/2008

nãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoquenãoexisteespaçoqueocupeoespaçoque

12/09/2008

foda-se significa.

voltar e revoltar. viver e reviver.
revolver.

tem visto a lua hoje?

08/09/2008

Envelheci.
Acabo de envelhecer alguns bons anos, há poucos instantes, ao me olhar no espelho - estava prestes a dormir, agora a insônia de um velho me incomoda.
Não digo pela minha aparência e percepção de mudanças físicas. Continuo um jovem roto, magro, de cabelos emaranhados e barba rala em ilhas de sujeira em minha face.
Digo, pois, pelos meus olhos, que denunciam toda uma atitude centrada demais ao espírito inquieto.
Digo assim que.
Cessei a bebida, cessei as histórias, cessei corrida contra o tempo, voltei-me ao mundo enquanto o eu se deteriorava.
Procuro menos o caminhar e mais o rumo. Procuro me tornar mais um homem de pés no chão e mangas arregaçadas.
O que existe aqui dentro é mais próximo de uma felicidade escrita que de uma amargura sonhada. Estranhamente isso me incomoda. Esta certa adequação às normas, esse levar ao espírito a certeza.
Não sou certo.
Nunca estive certo.
Hoje isso me angustia mais que a própria angústia. Hoje os anos me pesam sobre os ombros, como se estivesse mais próximo daquela Idade da Razão e mais longe daquele velho vício: o Sofrer.
Assim se afasta. Assim me afasto.
Mais ou menos assim.
Sei lá.

02/09/2008

"...o frio que sorve minhas forças páira, agora, vencedor em minhas entranhas. O Flagelo de Deus ergue-se por terra, com nome não mais Átila, mas solidão..."

Ahá! Temos, assim, o vencedor para o concurso de bullshit deste dia de ontem!

01/09/2008

Enquanto a janela para o mundo está fechada, existe muito sol aqui dentro!
Viva a simples felicidade pequeno-burguesa!

13/08/2008

Sim. Nada mais importa. Hoje o dia se encerra como "lembra? aquele dia..."

09/08/2008

"Ele se eleva acima da multidão de seres, e todas as terras se unem em paz."

I CHING - CH'IEN/ O CRIATIVO (Livro Terceiro). Aberto ao acaso.

28/07/2008

quanto à densidade e ao náufrago:
às vezes entro nessas questões. entrava. não mais me atordoam (agora são outras). turbilhão de idéias se resolve do mesmo modo que o turbilhão de vento: deixe estar. o destino é sempre a calmaria; o equilíbrio ocorre com a estabilidade; a tendência é a discipação do caos em ordem.
bem, até o próximo deslocamento.
pois que venha! torna emocionante!

(...)

afinal, sem o distúrbio das ondas, a calmaria do mar seria ... desgastante!

17/07/2008

mas não sei. já pensei isso:
todo o entorno é uma extensão tua. assim você vê, assim você age, assim se manifesta, assim ele é (para) você. assim ele é você. há você em tudo. (lembra meu desejo de me diluir? des-con-cen-trar?)
assim teu 'eu' não tem fim. o sentimento do outro também é teu sentimento. você o percebe como você (só).
importante é você. e importante é o resto, porque o resto também é você.

um dia. quando não restar mais nada...

04/07/2008

Algumas de minhas memórias alcóolicas, aqui registradas, me desconcertam quando dou conta de sua existência. Entre parar de beber ou cessar a escrita, permaneço à mercê da sorte. Tais ações emotivas ainda permanecem como cicatrizes de pensamentos desconexos e solúveis em etanol. Que seja!

03/07/2008

Parece muito pouco? Por que a vida não pode ser simples e simplesmente a vida não é nada mais que nada????
Ah! Que seja! Sou um maldito fraco então! Que a desgraça recáia sobre minha cabeça e que nada mais reste a não ser minhas cinzas!

22/06/2008

Mais uma vez a vida me prega uma peça. Mais uma vez, caio ingenuamente. Ela ri de mim e a sorte está a meu lado. Posso rir também.

21/06/2008

Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?) Por que? (o Silêncio - sobre as cinzas, o Nada - não é claro?)

27/04/2008

Nunca um enunciado místico fez tanto sentido em minha vida como agora se efetua o I Ching. O RETORNO se dá de modo tão triunfante quanto jamais pudesse esperar. E quanto mais o fluxo da minha vida se prolonga, mais significados são esclarecidos através do entendimento de seus versos. E curioso: tudo graças a Syd Barrett, meu alter-ego pretendido.
Hoje, meu caminho traçante é favorável. Tudo a meu entorno o é. Retorno aos meus princípios mais ingênuos, incorruptíveis, sinceros e benéficos. As pessoas, a Arte, os sonhos, meus sentidos e sentimentos, D.
Ha!

05/04/2008

Talvez eu, quem sabe outro.
A partir do momento em que só minha sombra existe e do meu corpo se desprende, resta o que? Aquele perfil ainda sou eu? Algum dia foi?


Saudações!

28/03/2008

num mundo de impossíveis possibilidades, somos mera sombra de marionetes mecanizadas, regidas por nossos próprios pensamentos...

17/03/2008

Em meio às experiências de felicidade e a vivência intensa de uma vida retomada, quando a luz assume o lugar das trevas, um imaginário intrigante se impõe. Num sonho, inicialmente ambientado num banco, sentado, a vislumbrar a cidade, um cogumelo atômico se ergue ao horizonte guiando o apocalipse. Dele, uma figura humanóide, um tanto demoníaca, mas juiz dos homens, aplica sua ira sobre os heróis que tentam combatê-lo. Diante de mim, com um título na mão, sugere que eu busque um livro, leia e faça o que é devido. "A História da Humanidade" de Yu ou Yung, ou algo assim. Um livro de capa dura, verde, com dizeres em dourado. Inexistente. Cujo, me esforcei em seguida para procurar numa grande biblioteca, permeada de outras pessoas, que talvez buscassem outros conhecimentos, no final da sua jornada. Em vão, não o encontrei. No entanto, nada terminou ainda. Quem sabe não esteja tão longe.

01/03/2008

Diante dos destroços de minha moralidade, incrivelmente me encontro em harmonia com o entorno. Simplesmente porque a bebida exaltou apenas eu mesmo, e os cacos espalhados, já, antes, faziam sentido apenas porque eram cacos. Não uma relíquia, apenas cacos colados. (que serão novamente unidos em instantes)
Assim se inicia o recente ciclo. Pura ressaca moral. [risos]

20/02/2008

Essa noite deitei-me nostálgico. Sonhei em preto-e-branco. Acordei um dia mais velho. Assim.

17/02/2008

Entre álcool e cigarros, a paz de espírito. O grande romance ébrio, noturno, dos boêmios e magníficos seres, servos da nobre causa da diversão. Do aproveitamento da vida com a simplicidade límpida, fiel! (outrora obscurecida pela complexidade inventada). Entre álcool e cigarros, nenhuma culpa. É favorável haver aonde ir.
Um brinde à vida! Ao seu perfume, à sua alegria, à minha alegria! Um brinde a você! Um brinde a todos! (Por que não?) Genial, simplesmente.

15/02/2008

Alguns pontos deveriam permanecer claros. Antes deles, talvez, as lacunas deixadas, que permanecem obscuras não-diante de meus olhos. Proporciono-me, constantemente, incríveis ilusões que alternam felicidade e melancolia (se hoje escrevo é porque a última se faz reinante) como grandes armadilhas que me surpreendem a cada instante. Não são momentos precisos. Mas entremeios de perdição. Nada de pontos, apenas lacunas.
De fato, tais acontecimentos se devem à não-organicidade dos últimos tempos. A linha do cíclica da vida, aparenta possuir escala tão pertinente que falha em produzir vivência nos intervalos. Sinto-me prisioneiro dessa grande farsa. Minha farsa. Minha própria visão de mundo.
Assim:
[......................................]
Aliás: não existem finais felizes. Não existe um final. E o depois?

31/01/2008

Do dia de hoje, sou apenas sombra do amanhã. Enquanto nada se define, as voltas não cessam e a grande ansiedade me corrói, fico apenas a espera. Nada mais a fazer. Ter esperança, e nada mais.
Apatia de domina.

16/11/2007

O TODO insiste em comprovar sua simplicidade. A humanidade, sua genialidade. Resta ao próprio "eu" a consagração dessa vida, a perpetuação dos sonhos. Como Arte.
Hoje há um novo (re)começo.

04/11/2007

Mais um mesmo dia. Eis o sem-fim de uma jornada desconexa.

29/10/2007

Que dia é hoje? Ah! Que importa! Hoje é dia de deixar os problemas de lado. Não sei, as cores do amanhecer parecem mais incisivas em meus olhos, adentram sem aquela névoa costumeira, penetrando mais claramente em meu pensamento, tornando certo que toda aquela preocupação é frívola e desnecessária diante da grandiosidade da vida. Não que eu seja nada ou grande demais para abrigar em mim todos os sonhos do mundo, mas sou respeitosamente certo para lembrar daqueles que permeiam minha memória e resguardar o incrível sentimento que lhes é reservado. Que haja mais luz! Não temo a cegueira porque o mundo já não mais me pertence, pertenço a todos. E deixe florescer! Talvez hoje possa vê-las e seguir um outro caminho.

Sim! Quem sabe?

22/10/2007

"Sendo a vida livre como o tempo, é saudável que se leve...[interrompido]"

16/10/2007

Seja na arquitetura da construção de rostos desconhecidos, seja na ausência de palavras diante de velhos olhos, a lacuna de pensamentos que se forma e engrandece a cada dia no interior de meus pensamentos torna-se cada vez mais parte de meu ser. O que aparentemente tratava-se de um período de deterioração de sociabilidade, revela-se cada vez mais um estado de mudança permanente.
De forma mais lúcida: de tempos pra cá vem ocorrendo um estranhamento profundo de minha personalidade. Tanto ao que se deve em função de minha própria afirmação, quanto ao modo de relacionar-me com outros. Não me importa saber como foi seu dia, não me importa se se zanga por minha neutralidade mórbida. Simplesmente não me interesso. Não me encontro diante de palavras que justifiquem minha presença, simplesmente não consigo. Não é desrespeito, não é desmoralização ou desvalorização, simplesmente não consigo!
Salvo o interesse por poucos assuntos de Arte, Música ou outros itens frívolos, nada tenho a dizer. Em meu próprio ser não desenvolvo razões que não sejam para discutir meus sonhos ou o sentido de minha existência. Na luta diária e no monólogo contínuo, apenas o que me parece viável é a diluição infinita de meu ser dentro do espaço do inteligível.
Fugir não adianta, mudar de ares seria hipocrisia. Está tudo aqui dentro.
...Mas nada que consiga enxergar com clareza. Ainda sigo sem rumo, ainda sigo na profunda escuridão de meus pensamentos.
.
.
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And what exactly is a nightmare?

10/10/2007

Por que apenas ser reconhecido o trabalho comum produtor/produto dentre as matrizes homem/gravata? Por que a exclusão das idéias, o estudo, o aperfeiçoamento em lugar-qualquer, quando é em conhecida morada, ambiente generoso, que surgem-nas? Por que só seguindo as regras de um bom comportamento reprimido se constrói um caráter? Por que suprimir todo esse impulso em troca de migalhas da sociedade?
Qual a razão de conter toda essa liberdade, quando é na livre expressão, no livre conhecimento da vida, na impulsiva libertação sexual, no livre pensar e agir que se formam as diversas concepções e são possibilitadas as profundas condições de vida?
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Existe liberdade total?
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Que tal a retomada da ingênua ação da criança, sem inibição, sem controle? Que tal andarmos nus, brincarmos, criarmos, sedentos de vida, sonhos e muito mais e nada mais?
Que tal?

17/09/2007

No final de sua vida, você devolverá a terra tudo que a terra tem te dado.
Devolverá seus ossos, seus olhos, seus sonhos;
Devolverá suas lembranças, suas memórias, sua infância;
Devolverá suas lutas, suas cicatrizes, seus por-um-trizes;
Devolverá seu trabalho suado, seu anseio por justiça, sua busca infinita;
Devolverá seu ódio, seu amor, seu instinto;
Devolverá seus desejos, aquilo que nunca teve e tudo aquilo que jamais terá;
E tudo voltará a ser terra, e como terra, nada mais restará.
Pra que lutar? Viver vinte, trinta, duzentos anos?
Imortalidade?
Enfim na terra, será a terra.
Encontrará suas palavras perdidas,
Será o todo, será ninguém, possuirá o mundo.
Percorrendo distâncias, engolindo sempre, novas ilusões.


[A frase inicial surgiu-me num sonho, o restante foi trazido por seu sentimento. Nada significa.]

23/08/2007

Chego ao definido indefinível momento de minha vida: Ponto de Negação. Não que haja um estudo sobre a situação ou que ela tenha sido realmente pensada antes de ser transmitida. Seu oposto. O conceito surgiu-me entre sonhos e insônia, noite passada adentro. A questão em si é, que de modo não interessante, brotou em minha pessoa um repúdio mental sobre todas as concepções existentes. Teimo em negar o passado, em suas falsas tradições, o futuro, em esperança nula de causa perdida. Nego os sons, que me perturbam, nego a luz, que me incomoda, nego o estudo, o pensamento, as causas, as pessoas, a própria trajetória da vida. Como que construindo um escudo de ilusões, acabo isolando-me de um mundo do qual faço-não-faço parte. Nego a minha própria pessoa e minha condição de boa-vida, nego minha transformação e meu conformismo. Nego a verdade e a mentira, a saúde, que me parece decadente. Nego e nego. Nada mais negro é o caminho que sigo sem seguir.
É um agir inconsciente, consciente dos próprios atos, iluminado por sombras e regido pelo silêncio. Como se pudesse me isolar numa não-existência, clara que ficou numa não-arte, um tela que dizia "registre aqui sua existência". Com um giz-de-cera na mão, não hesitei e escrevi "não", assim, ríspido e simples, em azul, ignorando meus motivos, seguindo um êxtase momentâneo.
Não que não reconheça as fases da vida, que meu percurso não seja cíclico, mas como raios pude chegar até aqui? Como a neblina segou-me e colocou-me nessa letargia psicológica e actual? Quer saber? Que se dane! Não há necessidade de compreender as causas. Eis o relato. Tenho sim é que.......

É um Ponto de Negação em minha vida. Aqui, agora. Nego a tudo e a todos. Acima de tudo, nego a mim mesmo: sou um traste completo.

02/08/2007

Foi uma noite profunda. De fato. Deitei-me deprimido, demorei (mal) a adormecer e sonhei entrar num estado letargia tal, que era impedido de caminhar e pronunciar quaisquer palavras que não fossem murmúrios. Por onde passava, era esculachado e taxado de vagabundo, era o centro podre das atenções. Acordei pensativo, cabisbaixo. Ao escovar os dentes e cuspir, plaft! Lá estava o sangue de minha boca, escorrendo pelo ralo. Descendo, descendo. Vermelho, vermelho. Misturando, misturado com a água da torneira e espuma da pasta dentária. Ao esgoto: meu sangue! Eu! Pro fundo.
(Assim se inicia mais um dia...)

25/07/2007

Ao longo da jornada a qual denominamos vida, meu caminho tem se modificado deveras. Não simplesmente a trilha que venho traçando, ou o número de pegadas que deixo pra trás, mas, sobretudo, meu jeito de caminhar. Assim, mais confuso, menos decidido, meus passos seguem noutra pisada, às vezes flutuando, às vezes afundando até os joelhos (ou mais). Outrora já foram passos firmes, em terra; hoje, quase que atravessando os sonhos, arrasto meus calcanhares na fantasia e aprofundo meus dedos dos pés na melancolia, cravando-os como o Pensador de Rodin…
No entanto, pés já não são suficientes. A cada dia, torna-se cada vez mais necessária a travessia de uma ponte inexistente. Unindo mundos distantes, essa não-construção se engrandece e permanece invisível. Careço de asas, na liberdade plena do vôo!
…Ou talvez de olhos… para que me perca novamente em caminhada, afundando e flutuando, mas permanecendo vivo em pegadas (que também me matam quando chuva e vento as condenam). Deixando o vôo para quem vive de voar. Visualizando a ponte que não existe, mas que sei que ali está.
E então! Ah! Se um dia chegar lá…saberei?

24/07/2007

Não existem ídolos. Apenas falsas idealizações. Tais figuras não possuem essências palpáveis, senão uma identidade simbólica criada em nossas mentes. Identidade essa, que ilustra nosso próprio consciente, enquanto simulação de metempsicose.
Não existe Syd Barrett independente de minha pessoa. Ele só existe porque EU existo e o vejo como tal. Assim como, sem meus pensamentos não existiria Beethoven, Bach, Kandinsky, Miró...
Afinal, meu mundo não existiria sem 'eu'.
(...)
Os verdadeiros heróis trabalham em silêncio,
Na fúnebre missão de salvar suas almas,
No contínuo regresso de sua mente,
No ingênuo aprendizado do esquecimento.
Sombra e pó.

14/07/2007


À (DES)CONTINUIDADE

Quando a linha do horizonte não mais estabelece o desenvolvimento da trajetória caótica de minha vida e todos os padrões inclinam-se a uma continuidade pré-definida, é na reflexão interiorizada e permeada de meandros que busco meu espaço.
No processo atual de crescimento do homem moderno, encontro-me às avessas, buscando a diferenciação do espírito (enquanto em seu significado místico) e a elevação da consciência além do submetido sistematicamente.
Na crença cega de esperança quase-infinita, esse processo de "iluminação" (chamemos assim), de um modo mais irracional que lógico, seria impulsionado pelo aprimoramento das capacidades não pragmáticas do homem, das capacidades não técnicas. Ligadas ao espírito, as emoções, os sentimentos, as percepções, a sensibilidade e a criatividade (entre tantos) seriam tomados como ferramentas, pessoais ao indivíduo, para o alcance desse objetivo.
Ideologicamente, desenvolveu-se em meus pensamentos uma idéia sentimental que define ARTE como pilar dessa elevação. Fugindo da lógica racional, o conceito artístico engloba as características que tomo como indispensáveis, dado que o processo de produção de ARTE leva seu criador a uma introspecção de tão alto grau que acaba por se reverter, expandindo sua visão para outros contextos dimensionais. A ARTE seria assim, fruto universal de uma árvore enraizada no espírito e na mente de um único ser: aquele que a produziu, ligando-o infinitamente a todos os espaços e tornando-o O TODO, enquanto parte do regime da vida.
Nessa busca de libertação, através dos tempos, com a ARTE, perco-me na problemática da inovação e da criatividade, em lutas imaginárias e derrotas evidentes. De fato, torno-me estranho ao mundo, colocando-me a parte dos seres racionais e figuro-me existente, apenas, em meus sonhos (quando a impressão de liberdade é completa).
Escravo dos próprios pensamentos libertários e diferenciais, recluso-me fisicamente dos parâmetros sociais, mantendo-me aos ossos, alvo, desajeitado e desleixado, doente de causas intestinais; recluso-me comportamentalmente: introspectivo, estranho, sensível ao entorno.
O motivo dessa necessidade de afirmação como diferente e da busca ao que está além da nós (a "iluminação") não me pode ser escrito (ainda), não pode ser dito, apenas sentido. E nesse sentido digo que tudo isso apenas é, e a luta pela nova ARTE continua. A luta por uma existência intensa e elevada persiste e a recusa dos padrões e parâmetros atuais deve ser mantida.

11/06/2007

Há uma necessidade quase vital de transfigurar, hoje, meus pensamentos em palavras. Quando o bom humor torna-se exagerado e as referências pueris, tudo o que parece surgir de minha boca são interjeições ridículas e piadas sem-graça. Torno-me um bobo da corte sem corte, para que possa ser aplaudido ou execrado. Talvez o embarque numa outra forma de interiorização e reflexão traga-me melhores produtos do mundo das palavras a serem ditas. Talvez essa espontaneidade forçada deva ser amenizada e repensada. Talvez o simples encontro de minhas idéias com idéias mais formais e o desenvolvimento do pensar façam-me alguém mais categórico e objetivo.
Pois assim desejo ser, categórico e objetivo. Ou quem sabe o mais subjetivo e incoerente ser, no entanto incisivo, relutante, verdadeiro e inovador [...] Ah! Que diferença faz! Luto, agora, apenas, contra os comentários infames que surgem de minhas idéias. Que fique claro.

27/05/2007

Quando nada mais parece fazer sentido e o sentido antigo se perde nos entremeios das idéias, a natureza se revela excelsior em nos mostrar novos rumos. Quando a estrada de tijolos doirados expande-se e cobre toda a terra, cabe a nós, perdidos, permanecer perdidos! E pelo não-caminho incidir numa nova trilha!
Nada impede que pensamentos e lembranças recorrentes acessem as profundezas do nosso pensar e influenciem essa rota. No entanto, cabe ao homem rematerializar os feitos e refazê-los à luz da atualidade. Cabe à sabedoria e à experiência, a orientação; e à ousadia o risco do ocaso.
Noutro dia acordei nostálgico. Encaminhei sobre antigas pegadas, mas dessa vez não estava descalço e a marca de meus dedos foi substituída por pisantes macios de um solado. Ah! Que a vida é linda! Que minhas idéias são muitas! Que meu passado não se faz arrepender e meu presente é lúcido! Meu "olá" se revela sonoramente memorável até mesmo para minha sombra.
E passo ser ainda mais feliz com essa clareza. (ou claridade?)
...creio que de claro nesse texto somente o fundo branco que contorna as palavras em preto permitindo-as existir - ah! Isso sim! (deveria mudar a cor!)

23/05/2007

É... parece que sopra a brisa, agora.
Velas estendidas, preparar para ida ao alto mar!
Podem me ouvir?
Podem... me ouvir?
Podem?
Hum...?

07/05/2007

Na alvorada do ontem, eu sou aquele que recolhe o passado, que precede o futuro e congela o presente em deleite e supremacia. Não há o antigo recorrente que flua em minhas veias, senão aquele que une a sabedoria reflexiva das luzes de outrora. Não há o adiante que flua em minhas veias, senão aquele que nasce em noites de sonho e dilui-se em pensamentos de minutos. Cá estão os fatos, o vislumbramento e a adoração! Se pensava diferente, apenas foi para constituir o hoje. Se pensarei diferente... que importa?
No mais, a vida é simples: ela simplesmente é. Alguém aceita um copo de cerveja?

24/04/2007

IRREDUTÍVEL, adj. que não pode ser reduzido ou diminuído. Que não pode ser submetido ou vencido; indomável. Inconvertível; indecomponível. (Circ.) Que não pode ser obrigado a voltar ao local primitivo e normal: Hérnia irreduzível (...)

22/04/2007

Há apenas um homem capaz de controlar o destino, guiar os pensamentos e operar incisivamente essa máquina cerebral. O único entreporém é ele passar maior parte de seu tempo vagando aereamente em atmosferas extraterranas, diluindo-se em sensações e instigando-se para a fuga. Talvez devesse trazer as cores e o branco-e-preto e os tons de cinza para as mãos, não somente para os olhos. Talvez devesse incluir o mundo de sua retina no mundo de suas palavras. Deveria, pois, caminhar sobre as próprias pegadas, ignorando as indicações de caminho e queimando os mapas.
Há apenas um homem.
Não mais.

11/04/2007

Era assim... brandia a gólosse (voz) de prazeres e desprazeres, para romper o silêncio - recortando sonhos e colocando-os numa caixa até que não coubessem mais e fossem, então, juntados, sei-lá-onde (talvez no canto do aposento). Sob o assoalho levantava-se a fumaça, surgindo pelos vãos da madeira num tom azulado da noite. Na busca da simples explicação, curvas que surgiam subindo subindo, dando voltas e voltas, criando imagens com abstracionismos e cores, revelaram muito mais um miró de ilusão que razão. A tentativa era então continuar sonhando e manter-se acordado para o mundo do não-sonho, montando a estrutura da imagem pela sua não-existência. Tudo para que fosse aqui relatado. Algo assim...

10/04/2007

Tenho nas artes meu refúgio; em meus sonhos a liberdade; na esperança um ideal. Quando o mundo se faz o mesmo e a destruição atinge seu auge dia-após-dia, é na interiorização que alcanço meu deslumbramento. Ou ao menos, meu passatempo.
Sim, a vida é como a tratamos.

03/04/2007

Meus sonhos insistem em atormentar-me quanto a sua essência e emocionar-me em seu descobrimento. Quando as aventuras se desenvolvem cada vez mais e tornam-se constantes em mente, é impossível não inclinar sobre um pensamento de co-existência. Algo como planos paralelos que percorrem de formas diversas os eixos do tempo-espaço. E nesses planos é imprescindível a obtenção de êxito; como o que me vem ocorrendo.
Sonhos épicos figuram-se em combates de armas brancas, espadas, arcos e flechas, duelam com seres estranhos, tornam buscas necessárias. Nessa noite, um unicórnio de ouro de reflexo esmeralda que se escondia em baixo da terra e fugia dos homens se aproximou de mim, tornou-se amigo, tornou-se humano e mulher. Protegi-a, refugiei-me a seu lado e distante do mundo, tivemos duas filhas. Aparentemente simples, infantil, volátil (no sentido químico da palavra).
Mas a questão é: sem os sonhos ou essa estranha ligação psíquica, o que seriam dessas personagens que me acolhem? O que seriam daqueles campos verdes que o unicórnio percorria ou da viela em que fui escolhido protetor armado, outrora?
Esses sonhos precisam de mim, fazem de minha presença essencial, para mantê-los, para prorrogá-los!
Sei que minha escrita não é à altura de meu sentimento ou do que ocorre todas as noites quanto me teleporto, mas sim! Creio nisso! E persistirei em buscar uma solução (ao menos, mais aventuras que mantenham vivas essas terras e esses seres do "além do nosso mundo")!

19/03/2007

Ah sim! Agora tenho um novo alimento: Arte! Nutro-me do conhecimento! Capouco transforma-se em seiva e torna-se tão necessária quanto minha cerveja (aliás, mantenho-me abstinente há alguns meses).
Ah quem não interessa, meus desprazeres. Liberdade se conquista em goladas!

07/03/2007

Definitivamente não são um hábito discussões que vão além de meus pensamentos sobre mente, sonhos e propagação da vaidade. O que, por algum momento se mostrou alvo de desprezo e rejeição, a política, agora ressurge gritante, rompendo um silêncio com um estrondo absurdo.
A questão em foco é a visita do Sr. Presidente Bush a nossa terra de marionetes. Bem que o rancheiro do norte viesse ao Brasil somente por férias, ganhasse direito de usufruir de caipirinhas, feijoada e algumas prostitutas. Fosse a Porto de Galinhas, ou a costa do Sauípe e ficasse com aquele bronzeado gringolês vermelho-lagosta.
Mas sua chegada causa um medo real. Sim: medo.
A possibilidade dos Estados Unidos firmarem um acordo com o governo brasileiro, em prol da utilização de nossa cana-de-açúcar como "biocombustível", como alternativa a extinção do petróleo, não possui caráter "bio" algum. A destruição das parcas florestas, as queimadas do processo da cana e a firmação do Brasil como uma monocultura, definitivamente não possuem caráter preservacionista algum! Aqueles americanos FILHOS D'UMA PUTA insistem em perpetuar seu domínio sobre as áreas de interesse como se fôssemos um novo Iraque, mas aproveitando da falta de caráter dos nossos políticos (que ingenuidade não existe mais), não vão encontrar resistência alguma! E tudo isso para que possam roncar com seus V8 nas Highways dos quintos dos infernos!
Enquanto surge uma chance clara do nosso país mostrar algum valor, os senhores governantes arriam as calças e dizem: "mete! Eu até que gosto!".
Minha vontade é revelar em alto e bom som um "Seu grande desgraçado!" unido ao famoso "Yankees go home!", mas esse seria somente mais um dentre vários, que efeito nenhum causaria. Que fazer então? Explodir? Envenenar? Porque sair as ruas segurando cartazes só fará os motoristas das comitivas presidenciais americana e brasileiras tomarem um desvio. Enquanto em suas limusines, ar condicionado, regado a champagne, faz o passeio desses malditos seres.
Até quando? Brasil, cada dia mais decepcionante. Até quando? A vida logo se extingue. Até quando?

02/03/2007

Creio que não exista liberdade maior do que se perceber voando num sonho. Ah! Excelsior é sentir-se livre o tempo todo, videando o mundo do alto e dando rasantes entre flâmulas e águas cristalinas repletas de recifes de coral!
E tudo está aqui, comigo, aqui dentro!

26/02/2007

À medida que a gama de opções aparece diminuta, das sombras das descobertas crescem infinitamente os meandros das seleções. Não há mundo pequeno demais para nossos atos e pensamentos, há, pois, um olhar exagerado e contaminado que insiste em derrubar os majestosos rumos a serem tomados.
Nas idéias renascem os grandes feitos e tomam forma as soluções criativas, capazes de se infiltrar pelos entremeios de nossa vida, escorrendo até uma grande gruta, donde firma-se um ambiente ainda não explorado e repleto.
Nesse local, pode haver arte! Pode haver luz! Para tal, o entorno deve se subtraído, desacreditando que o piso não é o verdadeiro firmamento, deve-se cavar, furar o chão (mesmo que para os antigos passe uma idéia mórbida - besteira!), percorrer um caminho e adentrar nesse mundo subterrâneo capaz de sustentar o nosso! Lá! Onde as idéias infiltradas, perdidas por entre os nossos dedos, acumulam-se e se mantêm! Uma gruta, um grande lago de criações!
(Sei que meus pensamentos expressos tratam-se de ilusões precárias e pueris, que minha escrita é pobre e cheia de erros, que sua aparente pompa é simples e falso adorno, entretanto é inegável: ela deve persistir, para que exista um leitor deve haver uma escrita; ela se perde e você não existe mais. EU não existo mais.)

21/02/2007

O devorador de sonhos não só insistiu em retornar do ninho como também trouxe para diante dos meus olhos sua imagem. Ainda que em preto-e-branco. Assim, quando noto que não há ilusão maior que a própria vida, seu retorno se dá magicamente. E eu, tento apenas incidir sobre as sombras e o desejo.
Já experimentou ser caricatura de si próprio?

17/02/2007

O grande segredo da vida é saber enganar a todos. Especialmente a si mesmo. Não existe dia anterior, tanto quanto o seguinte. No momento frio e atual, finjo ser meu grande herói. E acredito. Finjo conhecer o mundo e possuir uma filosofia de vida exclusiva e superior. E acredito. Talvez não tivesse argumentos suficientes para expandir minhas noções a mentes alheias, mas tudo é uma questão de tempo. No próximo dia de hoje verei o que posso fazer (mesmo que trema um pouco).
Prepotência maior seria saber estar acima disso tudo; colocar-me humilde enquanto o húmus fresco alcança minha boca - com a próxima palavra... - mas a real questão é:

16/02/2007

Não deve haver mundo maior que o das palavras perdidas. Sem dúvida sua amplitude facilmente devoraria nossa galáxia ínfima. Se já não bastasse, ainda insisto na renovação das idéias e re-criação de um blog como se algo novo pudesse surgir através de um novo nome e layout. Pois que fique assim, em branco, ruminando os dizeres, contaminando garganta e entranhas com os mesmos propósitos sujos e nada pertinentes, trazendo à boca o gosto amargo da mesmice e eco do nada. Afinal, nada como uma nova cafua, onde caibam minutos de minha vida dedicados à simples ilusão. E como a simples ilusão, perdidos os pensamentos no vazio.
Não tenho mais o que fazer da vida, isso é certo. Mas sou um vagabundo de renome, ainda assim. Lutando por combater o mundo que me cerca, fazendo somente o que gosto, buscando na esperança a sabedoria, mastigando minhas próprias ilusões, fazendo minha linha do tempo, utilizando cada segundo e sensação em prol do crescimento desse mundo das palavras perdidas, das idéias esquecidas e da arte que nunca foi produzida.
Ah sim! Vale a pena.

15/02/2007

Contato: roberto.zink@gmail.com