Convivo com o medo [de envelhecer] como quem tatua nas costas uma banalidade. Não vejo, mal sinto, mas sei que está lá. Sempre estará. (Não supero. Assumo. Convivo.)É um medo inventado.Tudo vai de encontro. O nada é ocupado.03:22 Agora durmo? Há pó demais em minha luminária para isso. O acaso me entretem.03:24Agora tenho raiva das palavras.Me tiram o sono, me incomodam a mente, buscam novas palavras. Se encontram, escrevo. Se escrevo, torno a buscar.Sem fim. Até que a cabeça pese e os calos nos dedos reclamem. E os olhos neguem. Assim.