Porque sempre que eu ouço ou vejo coisas assim, meio rock'n'roll, sinto uma angústia amarga, tão inflexível e atordoante que acabo por expor uma incompreensão do mundo certeira. E talvez mais do que uma incompreensão, um sentimento de não pertencimento a qualquer coisa que se diga atual temporal ou física. Como se todos os sonhos não me pertencessem mais e os meus sonhos fossem, de fato, uma realidade alheia, errante. Toco-me por uma infelicidade de um não-mundo que desconheço e rumino a cada visão orbitada nas décadas que não vivi. E vivo...?
Minha identidade é uma farsa. Não sei quem sou.
Só sei que continuo (ruptura) enquanto não souber explicar o que sinto, não souber o que sinto. Nem pra mim mesmo.