13/03/2011

Sobre todas as concessões que faço ao tempo, o maior pesar se deve as horas que fluem estritamente num sentido: o de tornarem-se cada vez mais vaporosas entre excessos e vazios. É um fluir que menos transborda, que mais se expande, que é mais capaz de tomar de assalto o ar de meus pulmões. Mas não afoga, aconchega.
Tenho mesmo pouco sobre eu que não exista no intervalo. O fim de um ciclo se dá profundamente sutil. Da sutileza tendo mais à angústia do Blues que o fervor do Rock. Vapor que me preenche ouvidos e torna ritmado meus passos.